segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Regras do jogo da onça

Esse é um jogo tradicional, de origem indígena, jogado especialmente em algumas regiões do Brasil.

1. Preparativos
Montem um tabuleiro e organizem as peças de acordo com o desenho ao lado. Uma peça representa a onça, e as demais (quatorze) representam os cachorros.

2. Quantidade de jogadores
Dois.

3. Como jogar
Decidam quem será a onça e quem representará os quatorze cachorros. A onça começa a partida deslocando-se para qualquer casa vizinha que esteja vazia, em qualquer direção. Depois é a vez de um dos cachorros se deslocar para uma casa vizinha vazia, também em qualquer direção.
Caso a onça entre na toca, que é a parte triangular do tabuleiro, ficará presa. A captura de um cachorro acontece quando a onça pula sobre ele para uma casa vazia, em qualquer direção (como acontece no jogo de damas).
A onça pode fazer mais de uma captura em uma mesma jogada se for possível (também como acontece no jogo de damas).
A onça não pode ser capturada, apenas presa, imobilizada, de modo que fique impossibilitada de se mover no tabuleiro.

4. Fim do jogo
O jogo termina ou com a captura de cinco cachorros por parte da onça ou com a prisão da onça por parte dos cachorros.

Escrito por Guilherme Roberto

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Cheirando os alimentos


O que queremos descobrir?

O objetivo deste experimento é descobrir se conseguimos reconhecer os alimentos utilizando somente o olfato.

Quais materiais vamos utilizar?

• 1 venda
• 1 dente de alho
• 1 cebola
• 1 chuchu
• canela em pó ou em pau
• 1 pé de alface
• 1 banana
• 1 barra de chocolate
• pó de café

Como devemos proceder?

1. Uma pessoa deve tapar os olhos utilizando a venda.
2. Outra pessoa deve aproximar um alimento de cada vez do nariz da pessoa vendada.
3. A pessoa vendada deve tentar acertar quais alimentos são.
4. A dupla deve inverter os papéis.

O que aconteceu?


Alimentos identificados pelo olfato
Alimentos NÃO identificados pelo olfato

Pessoa 1
alho
cebola
chocolate
pó de café
chuchu
alface
canela em pau
banana

Pessoa 2
alho
canela em pau
chocolate
pó de café
cebola
chuchu
alface
banana

Os alimentos utilizados eram de conhecimento das duas pessoas. Alguns deles foram identificados pelas duas enquanto que outros foram identificados por uma delas, mas não pela outra pessoa. Isso acontece porque o olfato se desenvolve nas pessoas de maneiras diferentes.


Escrito por Verônica Merlin

quinta-feira, 11 de julho de 2019

O Lobisomem





Este caso do Lobisomem me foi contado por um morador do interior do Estado de Pernambuco.

Minha avó morava num sítio. Ela contava que lá perto morava também um casal que tinha acabado de ter um bebê. A mulher era muito boa, trabalhadeira, e o marido dela, um caboclo magro e caladão.
Em uma noite de lua cheia, esse casal foi visitar uns parentes num outro sítio. Quando eles voltavam da visita, seguindo por um carreador, o homem disse para a mulher:
–Vai indo com o nenê, que... que... mais na frente eu encontro vocês...
Então, a mulher seguiu sozinha com o bebê no colo. Ao passar por uma porteira, um Lobisomem veio pra cima dela, querendo agarrar e devorar a criança. (Dizem que o Lobisomem gosta de comer criança que não foi batizada.) Então a mulher, que sabia disso, começou a gritar e a bater com a manta do bebê na cara daquela criatura peluda. Logo, o povo que morava perto veio acudir a mulher, e o Lobisomem fugiu dali. Assim a mulher seguiu em paz com o filho rumo a casa.
De manhãzinha, quando a mulher acordou, ela ficou aliviada de ver seu marido dormindo na cama. Mas quando olhou direito, viu que na boca dele tinha uns fiapos da manta do bebê enroscados entre os dentes.
Foi assim que ela descobriu que era casada com um Lobisomem. E toda noite de lua cheia, o homem saía, ia até o matagal, rolava no chão que nem um bicho louco, virava Lobisomem e ia procurar animais ou gente para chupar o sangue. Ele tinha de voltar a ser homem antes de o galo cantar, senão ficava sendo Lobisomem para o resto da vida.

Contado por Maurício Arruda Mendonça

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Futebol


Dois grupos de pés de moleque ou pés de moça se enfrentam na planície de relva, sonhando levar a lua cheia através de um portal branco e prendê-la numa malha de pesca. Eles chutam tanto a lua que às vezes ela sobe como bolha de sabão ou então vira um cometa em direção à meta. E quando um dos grupos consegue levar a lua além do portal, uma parte da multidão grita e se abraça, outra parte lamenta e se cala.

Escrito por Mauricio Arruda Mendonça